A indústria automobilística brasileira exportou 272,2 mil veículos este ano, registrando crescimento de 20% em relação aos 226,7 mil embarcados no período de janeiro a julho de 2015. No mês passado foram exportadas 45,5 mil unidades, alta de 5% sobre junho e de 61% em relação a julho de 2015.
Ao divulgar os dados na quinta-feira, 4, o presidente da Anfavea, Antônio Megale, disse que os números registrados até agora dão suporte à projeção da entidade de encerrar 2016 com mais de 500 mil veículos exportados, um crescimento de 21,5% sobre 2015.
Apesar do balanço positivo em volume embarcado, a receita do setor com exportações ainda registra queda no ano. Até julho o faturamento com as vendas externas atingiu R$ 5,75 bilhões, o que representa queda de 8,1% em relação aos US$ 6,29 bilhões dos primeiros sete meses do ano passado.
O problema, segundo Megale, é o mix de produtos exportados. Enquanto as exportações de automóveis crescem 21,5% no ano, as de caminhões registram queda de 5,9% e as de máquinas agrícolas e rodoviárias, num total de 5,1 mil unidades embarcadas de janeiro a julho, caem 16,2%.
Projeção mantida – A entidade, no entanto, ainda mantém meta de atingir em 2016 receita bem próxima à de 2015, na faixa de US$ 10,4 bilhões. “Estamos avançando em vários mercados e há dois acordos bilaterais já concluídos, com Colômbia e Peru, que só precisam ser internalizados”, comentou Megale. “Além disso, a renovação do acordo com a Argentina, nosso principal parceiro e atualmente com as vendas internas em alta, é mais um dado positivo nessa área.”
O presidente da Anfavea lembrou ainda que há negociações em andamento com outros países da América do Sul e também da África. Também positiva a intenção do Irã de comprar veículos do Brasil, o que foi anunciado no início do ano e gerou negociações com montadoras brasileiras ainda em andamento. “Sabemos que algumas negociações estão avançadas.”
No caso das máquinas agrícolas e rodoviárias, a vice-presidente da Anfavea, Ana Helena de Andrade, comentou que para alavancar exportações nessa área seria necessário a concessão de crédito pelo governo brasileiro:
“O espaço que as montadoras brasileiras tinham na América do Sul acabou sendo ocupado por fábricas de fora, inclusive algumas de marcas que têm produção aqui. Temos máquinas de qualidade e adequadas aos mercados da nossa região. Estamos negociando com o BNDES linhas de financiamento para atrair compradores externos, o que consideramos essencial para incrementar nossas exportações”.
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